Mais do que nunca uma apresentação virtual se faz necessária. Estamos com novos servidores, e aqui apresentamos seis técnicos-administrativos e uma docente. Reservamos este espaço no nosso boletim interno para que eles se apresentem. Para esses depoimentos, eles responderam a uma breve entrevista: Como você espera somar ao Museu Nacional/UFRJ? Conte uma curiosidade sobre você. Qual filme, livro ou viagem mais te marcou e o motivo. Veja as respostas, porque é um motivo e tanto para puxar um assunto, recebê-los de forma acolhedora, buscando vencer a distância imposta especialmente pela pandemia:
Barbara Francisco, servidora técnico-administrativa do Departamento de Invertebrados
“Como doutora em Zoologia, formada no próprio Museu Nacional, espero utilizar tudo que aprendi ajudando a instituição a continuar sendo centro de excelência científica que oferece acesso à cultura e conhecimento a todos, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa. Apesar de zoóloga, com especialização no estudo de Serpentes, tenho medo de barata, principalmente quando começam a voar (risos). E um filme inesquecível para mim é Jurassic Park (1993). Foi assistindo a esse filme pela primeira vez, aos 5 anos, que eu decidi que quando crescesse, queria ser igual aos pesquisadores representados que visitavam ou trabalhavam no parque”.
Gabriela Pereira Silva, servidora técnico-administrativa do Departamento de Geologia e Paleontologia
“Desejo contribuir com a minha formação e força de trabalho para a reconstrução e desenvolvimento do Museu Nacional. Um fato curioso sobre mim é que eu fiz aulas de natação durante 13 anos, iniciando quando eu tinha apenas 3, e quero muito retomar essa atividade em breve com aquela frequência. Outro hábito nas horas livres é assistir a filmes e um bem significativo foi ‘A Felicidade Não se Compra’, porque mostra a importância de cada indivíduo na vida das pessoas ao seu redor, relembrando o que vale de fato quando encaramos momentos difíceis”.
Luís Vítor Oliveira Antunes, técnico de Coleções Zoológicas do Departamento de Invertebrados
“Espero fazer parte da reconstrução do Museu Nacional e contribuir, com muita dedicação, para a preservação de seu importantíssimo acervo. O Museu Nacional vive! E a minha história com a instituição é antiga. Quando eu ainda estava no Ensino Médio, fui estagiário PIC Jr. por 2 anos na Arqueologia do Museu Nacional, e, logo em seguida, cursei Ciências Biológicas na UFRJ. Apesar da mudança de área, meu contato ainda jovem com o Museu Nacional me ajudou a criar laços com esta instituição e a entender a importância social dos museus. Sobre meus gostos pessoais, ‘Paris, Texas’ (1984), de Wim Wenders, é um inesperado roadmovieque eu assisti pela primeira vez ainda adolescente, por indicação do meu pai. Ótimo filme, história marcante e excelente trilha sonora composta pelo Ry Cooder”.
Luiz Felipe Lima Ferreira, técnico em Coleções Geopaleontológicas
“Espero contribuir para o Museu Nacional usando os meus conhecimentos em museologia e divulgação científica. Uma curiosidade sobre mim é que sou vegano desde janeiro de 2020, e desde 2017 eu era ovolactovegetariano, comendo ovos e bebia leite e derivados. Fiz essa opção, principalmente, para fazer a minha parte na conservação ao meio ambiente. Nas horas de lazer, gosto de ler e o livro mais recente que li foi “A Mão Esquerda da Escuridão”, de Ursula K. Le Guin, que gostei muito”.
Marina Gomes, técnica de Laboratório – Coleções Zoológicas Museu Nacional/UFRJ
“Já estou fazendo parte deste momento único e histórico da reconstrução do Museu, atuando com o melhor para a instituição, assim como já faço desde o início da minha iniciação científica na casa, em 2015. Além de ser servidora técnica, sou doutoranda no PPGZoo, estudando as moscas da carne (sarcofagídeos). E eu era esportista até o início da pandemia. Praticava cheerleading, um esporte que ainda é pouco conhecido no Brasil, que competi oito vezes entre 2017 e 2019, ganhando 3 medalhas de ouro, 3 de prata e 2 de bronze em duas categorias diferentes. Entre as viagens mais inesquecíveis, está a que fiz para a Chapada dos Guimarães, em 2016, durante o Congresso de Zoologia. Para quem é apaixonada pela biodiversidade, ter a oportunidade de conhecer outros biomas foi magnífico. Ver araras, formigas e outras espécies que não ocorrem aqui no Rio tornou essa a minha viagem preferida”.
Silvia Teixeira, servidora técnico-administrativa do Departamento de Geologia e Paleontologia
“Espero trazer meu amor, minhas ideias e minhas ações para contribuir e somar com o trabalho de todas e todos que fazem com que o Museu Nacional/UFRJ viva! Entre as curiosidades sobre mim, destaco que adoro fazer palavras cruzadas, daquelas antigas mesmo, no caderninho. Sou graduada em geologia mas, antes disso, cursei um ano de farmácia. As muitas horas passadas em laboratório me fizeram desejar uma rotina diferente e escolhi a geologia, entre outras coisas, pela possibilidade de desenvolver trabalhos de campo. Três anos após me formar em geologia, um pouco saturada do cotidiano muito técnico da empresa onde trabalhava, iniciei a graduação em filosofia, cursando quatro períodos. De alguma forma, esses três cursos me trouxeram para o Museu Nacional, uma instituição que celebra tão bem as ciências e tem lugar também para a ‘mãe’ de todas elas, a filosofia. A viagem mais inesquecível foi a que realizei no ano de 2016 para o Rio de Janeiro. Naquele ano ainda residia em Belo Horizonte, minha cidade natal. Vim para o Rio para participar do processo seletivo do Geoquater – especialização em Geologia do Quaternário – vinculado ao DGP. Desde esse dia, não saí mais do Museu Nacional! Cursei a especialização e também o mestrado no Departamento de Geologia e Paleontologia. Em 2019, fui nomeada no concurso que me tornou técnica do Departamento, para trabalhar com suas coleções geológicas e paleontológicas”.
Thamara Zacca, docente do Departamento de Entomologia, coordenadora do Laboratório de Pesquisas em Lepidoptera (LaPeL), que surgiu com a chegada dela
“Espero somar ao Museu Nacional por meio de projetos criativos e inovadores, utilizando borboletas e mariposas como modelos para atividades de pesquisa, ensino e extensão. Mesmo com todas as adversidades, infelizmente, acaba sendo um fato curioso eu ter conseguido chegar na minha atual posição de docente – em uma das instituições mais tradicionais de pesquisa do país -, considerando que sou mulher, negra, nordestina e vim de uma família pobre. Digo “infelizmente” porque poucas são as pessoas, em condições similares ou ainda mais difíceis do que a minha, que conseguem ter a oportunidade de alcançar longos voos no meio de tantas restrições. A minha viagem inesquecível também foi a minha primeira viagem para o exterior. Por meio de financiamento de bolsa de pesquisa da CAPES, pude fazer parte do meu doutorado no Museu de História Natural de Londres. Além de ser o museu com o maior acervo de borboletas e mariposas do mundo, também tem uma das mais belas exposições que já tive a oportunidade de visitar”.