O Museu Nacional/UFRJ consegue produzir ciência de qualidade, graças aos seus pesquisadores e às parcerias. Em maio foi noticiado amplamente o resultado de revisão de pesquisa, concluindo que fósseis de suposto pterossauro, de 225 milhões de anos atrás, na verdade, não tinha asas. Antes, ele estava classificado como um dos mais antigos répteis voadores do mundo. Na publicação mais recente, observaram que correspondem a animais terrestres, sendo de duas espécies diferentes.

Resumo a partir das notícias na imprensa
O trabalho original de 2010 apresentou o réptil com o nome Faxinalipterus minimus, sendo que o sufixo “pterus” remete ao grego “asa”, indicando que seria um pterossauro ou réptil alado. Entretanto, a revisão do estudo publicada na revista científica PeerJ indica que os restos dos fósseis são de mais uma espécie, batizando a segunda de Maehary bonapartei. Nenhuma delas tinha asas, mas fazem parte de uma linhagem mais ampla de répteis da qual brotou o ramo dos pterossauros. Foram encontrados em rochas no município de Faxinal do Soturno (RS) em ocasiões diferentes. Inicialmente, coletaram os fósseis pós-cranianos, que são do pescoço para baixo do animal. Posteriormente, um pedaço da maxila esquerda.
A matéria publicada na Folha de S. Paulo, descreve: “Além disso, já em 2010, após a publicação original da descrição do Faxinalipterus, Alexander Kellner, um dos principais especialistas em pterossauros do mundo, analisou os achados e não se convenceu de que os fósseis correspondiam mesmo a um réptil alado”. O material foi emprestado para o Museu Nacional/UFRJ, feitos estudos e análises detalhados, incluindo tomografias computadorizadas, que demonstraram que os dentes estavam separados, porque haviam se perdido alguns dentes durante o processo de decomposição e fossilização do animal. Essa é mais uma característica que difere esses répteis dos pterossauros.
Assinam a revisão desse estudo, além do Kellner, a professora Marina Bento Soares do Museu Nacional/UFRJ, Rodrigo Temp Müller, da Universidade Federal de Santa Maria, e pesquisadores de outras instituições do Brasil e do exterior.
Algumas matérias que abordaram os resultados da revisão do estudo: