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Ações construídas pelo corpo social é o que faz a Extensão do MN

Você se lembra da primeira atividade de Extensão do Museu Nacional/UFRJ que você participou? As trocas de conhecimentos com o público são inesquecíveis. Para 2022 temos, até o momento, 27 ações ativas, entre projetos, cursos e eventos, nas nossas mais diversas áreas de atuação.

Festival Museu Nacional Vive. Foto: Diogo Vasconcelos MN/UFRJ

“Entendo a extensão universitária como uma área muito potente no sentido de contribuir com a democratização do acesso à ciência, educação, cultura e cidadania, a partir desse conhecimento em construção, que tem como base o diálogo”, avalia a chefe da Coordenação de Extensão (COEXT) do Museu Nacional/UFRJ, Valéria Pereira Silva. E completa: “O papel da COEXT é atuar na gestão desse processo. Estou me referindo especialmente à fundamental participação do corpo social da instituição na construção de ações com o público, porque é esse trabalho, também coletivo, que faz a Extensão do Museu Nacional”.

Trocas com o público

A participação do público nas atividades de Extensão ocorre de forma variada. Os interessados podem se inscrever quando elas são anunciadas nas redes sociais do Museu e das ações de extensão. Outra forma é participar por meio das instituições parceiras: escolas da educação básica, universidades, movimentos sociais, entre outros. “Temos uma diversidade bem grande em termos de faixa etária, e a maioria são pessoas que têm interesse em estar mais próximo do Museu Nacional. Desde o final de 2018, a Extensão está contribuindo com o processo de reconstrução da instituição, em um sentido amplo, possibilitando a publicização e, especialmente, o contato do público com diferentes atividades acadêmicas e mesmo administrativas que desenvolvemos”, destaca Valéria Silva.

Primeiro grupo de estudantes que visitou o Museu Nacional nesta reconstrução
Primeiro grupo de estudantes que visitou o Museu Nacional nesta reconstrução
Extensionistas da UFRJ

O Museu Nacional/UFRJ não tem cursos de graduação, mas por meio da Extensão contribui com a formação acadêmica e cidadã dos graduandos. É que obrigatoriamente eles precisam participar de ações de extensão para se formarem. Além disso, a variedade de áreas temáticas presentes na nossa instituição também desperta o interesse de estudantes e do público.

Atividade de extensão Museu Nacional Vive:: Um Museu Feito de Gente
Servidores contribuindo para nossa função social

As 27 ações de extensão ativas para este ano são predominantemente projetos, mas inclui também programas, cursos e eventos. Elas são coordenadas por servidores docentes e técnico-administrativos. E a Coordenação de Extensão convida que sejam propostas mais atividades. Essas ações podem ser coordenadas por qualquer servidor da instituição, porque elas não são exclusivas de alguns setores ou departamentos. É assim que conseguimos estabelecer uma aproximação diferenciada com o público, trazendo cada um para as múltiplas possibilidades de conhecimentos gerados no nosso museu de história natural e antropologia. “Isso é parte da função social que a gente precisa cumprir enquanto instituição, além de contribuir com a democratização do acesso ao conhecimento socialmente construído”, ressalta Valéria.

Você conhece a importância da Extensão nas universidades?

A Extensão Universitária busca estabelecer uma ligação entre o ensino, a pesquisa e os diferentes setores da sociedade, numa perspectiva de troca de conhecimentos. Trata-se de um dos principais meios que as universidades têm de cumprir sua função social, porque, ao mesmo tempo que reflete o saber que produz academicamente, elas aprendem com os conhecimentos que esses grupos e pessoas já possuem. Portanto, ela permite que a universidade não se feche em si mesma, mas busque compreender e atender as demandas sociais que são colocadas a ela durante essas trocas. Para isso, partimos de algumas diretrizes que orientam a atuação de quem faz extensão, como: a interação dialógica, a formação cidadã de estudantes e a produção de mudanças internas e em outros setores da sociedade.

Tradição no Museu

Podemos dizer que a extensão no Museu Nacional teve início lá na década de 1940, quando foi criada a Seção de Extensão Cultural – ainda que com uma perspectiva bastante diferente da Extensão Universitária que temos hoje. Com algumas continuidades e rupturas, a concepção que trabalhamos hoje é fruto de uma longa construção fortemente marcada pela institucionalização e regulamentação da extensão nos anos 2000. Ela partiu das normativas nacionais e internas à UFRJ, que estabelecem a relação inseparável entre ensino, pesquisa e extensão. Tendo isso como premissa, no Museu Nacional, desenvolvemos ações de extensão em diferentes modalidades, organizando Programas e oferecendo projetos, cursos e eventos.

Equipe do Museu Nacional em colégio estadual na Maré

Para conhecer como é a extensão no Museu Nacional, vale retomar algumas informações dos últimos 10 anos, que são os dados que temos registro.  É possível identificar que, desde então, contamos com ações de extensão de forma alternada ao longo dos anos, coordenadas por diferentes Setores e em todos Departamentos da instituição.

A Valéria Silva começou a trabalhar na Coordenação de Extensão (COEXT) em agosto de 2017. Única no setor, ela precisou entender as dinâmicas e reestruturá-las. Hoje, ela conta com mais uma pessoa na equipe para apoiá-la. “A cada dia eu aprendo algo novo por trabalhar no Museu Nacional, e isso nunca vai mudar. Minha formação é na área de humanas e acabo lidando, avaliando e contribuindo com ações de extensão de todos os Departamentos e alguns Setores. E são áreas temáticas bastante distintas. Todo esse processo é muito enriquecedor pra mim e realmente não é segredo pra ninguém que me orgulho desse trabalho da extensão no Museu Nacional, por vários motivos”, destaca.

Atualmente, a COEXT, além da orientação para registro, execução e acompanhamento das atividades de extensão, está inserida em diversas frentes de trabalho para pensar essa relação com o público. Está na vice-coordenação da extensão do Fórum de Ciência e Cultura e ainda é responsável por um Programa de Extensão que conta com dois projetos, um curso e eventos periódicos em parceria com outros setores do Museu Nacional, com orientação de estudantes.

 

Saiba mais:

Como os servidores podem desenvolver uma atividade de Extensão?  Basta entrar em contato com a Coordenação de Extensão: extensao@mn.ufrj.br.

Como o público pode participar? As ações da Extensão do Museu Nacional ficam disponíveis no Portal da UFRJ. Basta acessar e fazer uma busca informando “Museu Nacional” no campo “Unidade”.

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